quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Perspectivas Para a Educação Em Nosso Tempo



Perspectivas para a educação em nosso tempo
 
Estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Internet na escola não é garantia da inserção crítica das novas gerações e dos professores na cibercultura. O professor convida o aprendiz a um site, mas a aula continua sendo uma palestra para a absorção linear, passiva e individual, enquanto o professor permanece como o responsável pela produção e pela transmissão dos "conhecimentos". Professor e aprendizes experimentam a exploração navegando na Internet, mas o ambiente de aprendizagem não estimula fazer do hipertexto e da interatividade próprios da mídia on-line uma valiosa atitude de inclusão cidadã na cibercultura.
Assim, mesmo com a Internet na escola, a educação pode continuar a ser o que ela sempre foi: distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição.
 De que modo traduzir as quatro exigências da cibercultura em prática docente, em aprendizagem significativa?
Cada professor, com seus aprendizes, pode criar possibilidades, as mais interessantes ae diversas. É tempo de criar e partilhar on-line soluções locais. É tempo, até mesmo, de reinventar a velha sala de aula presencial "infopobre" a partir da dinâmica hipertextual e interativa das interfaces on-line.
A dinâmica e as potencialidades da interface on-line permitem ao professor superar a prevalência da pedagogia da transmissão. Na interface, ele propõe desdobramentos, arquiteta percursos, cria ocasião de engendramentos, de agenciamentos, de significações. Ao agir assim, estimula que cada participante faça o mesmo, criando a possibilidade de co-professora o curso com os aprendizes.
Em lugar de guardião da aprendizagem transmitida, o professor propõe a construção do conhecimento disponibilizando um campo de possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são acionados pelos aprendizes. Ele garante a possibilidade de significações livres e plurais, e, sem perder de vista a coerência com sua opção crítica embutida na proposição, coloca-se aberto a ampliações, a modificações vindas da parte dos aprendizes. Assim, ele educa na cibercultura. Assim, ele constrói cidadania em nosso tempo.

Referências bibliográficas
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

JOHNSON, Steven. A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e de comuni-car. Trad. Maria L. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.

LEVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos I. da Costa. São Paulo: Ed. 34, 1999.

________ . Inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Trad. L. Rouanet. São Paulo: Loyola,1998.

MACHADO, Arlindo. Máquina e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: Edusp, 1993.

OKADA, Alexandra; SANTOS, Edméa O. A construção de ambientes virtuais de aprendizagem: por autorias plurais e gratuitas no ciberespaço. Anais da 26a

 Reunião Anual da Anped em http://www.anped.org.br/26/trabalhos/edmeaoliveiradossantos.pdf (acessado em 15.08.2004).

Um comentário:

  1. O uso da tecnologia na escola faz-se necessário, como sabemos alunos e professores estão vivenciando dentro e fora da escola a grande quantidade de recursos tecnológicos (televisão, vídeo, rádio, celular, data show, calculadora, computador, internet, etc). Uns mais velhos outros mais novos e com isso a quantidade de informação vem aumentando a cada dia. E isso faz com que o uso da tecnologia na escola torne-se indispensável para aquisição e ampliação de conhecimentos.

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