Perspectivas para a educação em nosso
tempo

Estar
on-line não significa estar incluído na cibercultura. Internet na escola não é
garantia da inserção crítica das novas gerações e dos professores na
cibercultura. O professor convida o aprendiz a um site, mas a aula continua
sendo uma palestra para a absorção linear, passiva e individual, enquanto o
professor permanece como o responsável pela produção e pela transmissão dos
"conhecimentos". Professor e aprendizes experimentam a exploração
navegando na Internet, mas o ambiente de aprendizagem não estimula fazer do
hipertexto e da interatividade próprios da mídia on-line uma valiosa atitude de
inclusão cidadã na cibercultura.
Assim,
mesmo com a Internet na escola, a educação pode continuar a ser o que ela
sempre foi: distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição.
De que modo traduzir as quatro exigências da
cibercultura em prática docente, em aprendizagem significativa?
Cada
professor, com seus aprendizes, pode criar possibilidades, as mais
interessantes ae diversas. É tempo de criar e partilhar on-line soluções locais.
É tempo, até mesmo, de reinventar a velha sala de aula presencial
"infopobre" a partir da dinâmica hipertextual e interativa das
interfaces on-line.
A
dinâmica e as potencialidades da interface on-line permitem ao professor
superar a prevalência da pedagogia da transmissão. Na interface, ele propõe
desdobramentos, arquiteta percursos, cria ocasião de engendramentos, de
agenciamentos, de significações. Ao agir assim, estimula que cada participante
faça o mesmo, criando a possibilidade de co-professora o curso com os
aprendizes.
Em
lugar de guardião da aprendizagem transmitida, o professor propõe a construção
do conhecimento disponibilizando um campo de possibilidades, de caminhos que se
abrem quando elementos são acionados pelos aprendizes. Ele garante a
possibilidade de significações livres e plurais, e, sem perder de vista a coerência
com sua opção crítica embutida na proposição, coloca-se aberto a ampliações, a
modificações vindas da parte dos aprendizes. Assim, ele educa na cibercultura.
Assim, ele constrói cidadania em nosso tempo.
Referências bibliográficas
FREIRE,
Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
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Steven. A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de
criar e de comuni-car. Trad. Maria L. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. LEMOS, André.
Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre:
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São Paulo: Loyola,1998.
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Edusp, 1993.
OKADA,
Alexandra; SANTOS, Edméa O. A construção de ambientes virtuais de aprendizagem:
por autorias plurais e gratuitas no ciberespaço. Anais da 26a
Reunião Anual da Anped em
http://www.anped.org.br/26/trabalhos/edmeaoliveiradossantos.pdf (acessado em
15.08.2004).
O uso da tecnologia na escola faz-se necessário, como sabemos alunos e professores estão vivenciando dentro e fora da escola a grande quantidade de recursos tecnológicos (televisão, vídeo, rádio, celular, data show, calculadora, computador, internet, etc). Uns mais velhos outros mais novos e com isso a quantidade de informação vem aumentando a cada dia. E isso faz com que o uso da tecnologia na escola torne-se indispensável para aquisição e ampliação de conhecimentos.
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